sexta-feira, 16 de março de 2012

EDUCAÇÃO NO TRÂNSITO (OU FALTA DELA)


 A falta de educação no trânsito não é praticada somente pelos motoristas, mas também pelos motociclistas, ou melhor, motoqueiros, ciclistas e pedestres.

                Diariamente, o que se vê pelas ruas são comportamentos e situações que não abrangem somente o tráfego de veículos nas ruas, mas também aos veículos que estão parados. Em Araruama para-se carro e moto em qualquer lugar. Bastou querer parar e pronto. Parei e aqui vou ficar. E o pedestre, como fica?  Andando no meio da rua, disputando vez com os carros que estão em movimento.

                Essa situação não ocorre na área do Centro da cidade porque os guardas municipais impedem, mas, afastou um pouquinho do miolo onde tem guarda municipal e pronto, começam os abusos. Infelizmente no Brasil a educação para regras comuns tem que ser imposta por meio de multas e, mesmo assim com muita dificuldade, porque tem sempre um “esperto” tentando burlar as regras.

                É uma questão de comportamento e convivência que deveria ser ensinada em casa e complementada na escola. Mas, o que esperar quando em frente à escola tem carros parados sobre a calçada? Os carros que ficam parados nas redondezas de uma escola levam a crer que pertencem aos funcionários dessa escola, e pior, provavelmente aos professores. Que ensinamento está sendo dado aos alunos dessa escola em termos de comportamento e convivência? Falo em convivência porque quando uma pessoa ocupa a calçada de qualquer forma, impede o trânsito dos pedestres que são obrigados a andar na rua. Essa pessoa não se preocupa com o seu próximo, demonstrando extremo egoísmo. Aliás, muito estranho esse comportamento em uma época em que se fala tanto de amor a Jesus. A atitude egoísta é incoerente com os postulados cristãos. Mas o assunto aqui não é religião.

                Aliado ao problema dos veículos estacionados nas calçadas está a ocupação delas pelo comércio e oficinas. Calçada virou salão de bar e oficina de todo o tipo. É borracheiro, bazar botequim, trailer, etc. Quando tem algum jogo de futebol, então, fica impossível andar na calçada em locais próximos a bares. Fiscalização não há. Acho que as autoridades acreditam que a população de Araruama é educada. Aliás, se o povo fosse educado não precisaria mesmo fiscalização porque não seriam cometidas infrações.

                Da parte dos pedestres também, já estão tão acostumados a não ter calçada para andar que andam na rua mesmo onde elas existem. Sim, porque não é em todo lugar que existe calçada utilizável. Não existe uma padronização. Muitas vezes, o morador, acostumado com as enchentes, acaba construindo calçadas tão altas que fica difícil a qualquer transeunte utilizar. Bom, pelo menos ninguém estaciona nelas. Se é difícil para qualquer pessoa utilizar essas calçadas, imaginem para o idoso ou o portador de deficiência física. E o que falar das pessoas que ocupam as vagas destinadas a deficientes, sem ser portador de deficiência alguma? Quer dizer, é portador de deficiência sim. É portador de DEFICIÊNCIA MENTAL.

                A falta de respeito é geral, até dos ciclistas. Os ciclistas, por falta de informação, acreditam que o jeito certo de conduzir suas bicicletas é pela contramão. Errado por dois motivos: Pela lei de trânsito e pela lógica. Segundo a lei a bicicleta deve ser conduzida no mesmo sentido do trânsito de automóveis, próximo à guia (meio-fio). Isso nem os motoristas sabem apesar de terem frequentado auto-escola. Segundo a lógica, se todos andarem no mesmo sentido o tráfego de bicicletas será mais organizado e seguro. Seguro porque de acordo com as leis da física, dois corpos em sentido contrário, ao se chocarem, as velocidades se somam. Se você estiver conduzindo sua bicicletinha a 10 Km/h e se chocar de frente com um automóvel a 40 Km/h você será jogado no parabrisas do automóvel a 50 Km/h e se morrer será considerado suicídio e o motorista inocentado. Ao passo que se você estiver andando no mesmo sentido que o carro e ele colher você por trás, a roda da sua bicicleta irá empenar, travar e você será jogado ao chão e não contra o parabrisas do carro. As chances de você morrer serão reduzidas a quase 100%. Você irá se machucar com certeza, em qualquer caso.

                Outra situação interessante é o horário de entrada e saída nas escolas. É um “fuco-fuco”, uma confusão, fila dupla, desespero, correria, um Deus nos acuda, coisa de louco. Os pais que chegam mais tarde não se conformam em parar seus carros um pouco mais distantes e levar seu filhinho a pé no pequeno trecho que resta. Tem que deixar o filho em frente ao portão de entrada. E para isso fazem qualquer coisa. Se pudessem entrariam com o carro na escola e deixariam o aluno dentro da sala de aula. E cuidado. Se você mora perto da escola em que seu filho estuda e for a pé, considerando que as calçadas em geral são intransitáveis, você e seu filho correm sério risco de serem atropelados pelo pai ou mãe do coleguinha do seu filho, porque nessa hora eles ficam totalmente cegos.

                O brasileiro continua se valendo da Lei de Gerson que, para quem não sabe o que é, significa gostar de levar vantagem em tudo. Se a farinha é pouca, meu pirão primeiro. A atitude de ocupar calçadas indevidamente e conduzir seu veículo, seja ele de tração humana ou motorizado, de forma irresponsável, demonstra falta de preocupação com o seu semelhante.

                Fazemos tanta campanha cobrando conduta das pessoas, principalmente em relação aos políticos, que em geral são considerados corruptos, tanta campanha pregando amor, falando de Jesus, mas os comportamentos acima descritos não nos diferenciam dos políticos, diante da falta de preocupação com o próximo, bem como é incompatível com a pregação religiosa do amor ao próximo que é um dos mandamentos dos postulados cristãos.

                Vamos fazer uma campanha de melhoria comportamental, de forma geral, iniciando por nós mesmos. Uma campanha de respeito ao ser humano a partir do cumprimento de pequenas regras simples que muitas vezes descumprimos, sem perceber, porque estamos muito preocupados com o que nos interessa. Desta forma, teremos condições de fazer com que cheguem ao poder público pessoas melhores, mais coerentes e preocupadas com o bem estar do cidadão, porque se não conseguimos cumprir pequenas regras, como podemos exigir que se cumpram as grandes regras?

terça-feira, 13 de março de 2012

Bolsa Aluguel em Araruama


                 A Prefeitura de Araruama deu entrada na Câmara Municipal no Projeto-Lei nº 7/2012 que institui o Bolsa Aluguel.

                Não tenho conhecimento do conteúdo do Projeto de Lei, mas espero que não seja mais um projeto assistencialista ou eleitoreiro. Imagino que seja para atendimento de pessoas que tenham sofrido com a perda de moradia ocasionada por alguma catástrofe, assim como uma enchente, por exemplo.

                De qualquer forma, esse tipo de auxílio, em minha opinião, deve ser provisório, enquanto perdurar a situação de falta de moradia relacionada a algum tipo de desastre. Caso contrário tornar-se-á mais um motivo para acomodação dos possíveis beneficiários. Isso sem contar os casos em que pessoas sem caráter sejam beneficiadas, tal qual já ocorre com o Bolsa Família e é de conhecimento de todos.

                Pegando carona nos dizeres do vereador Oswaldo Norberto G. Filho que deu entrada em Requerimento solicitando informações acerca do projeto e solicita relação das áreas de risco, eu pergunto: Quais foram ou serão os critérios utilizados para determinar quais são essas áreas? E vou além: Se existe uma área de risco, não seria melhor tomar providências para que esta deixasse de ser, antes que acontecesse algo trágico? Ainda pegando carona nas palavras do vereador: O governo municipal está adivinhando catástrofes?

                Acho importante, sim, que essas coisas sejam bem esclarecidas antes da aprovação do projeto de lei. Acho importante, também, que a população seja ajudada em casos em que porventura venham a ficar sem ter onde morar. O que não pode acontecer é alimentar a acomodação das pessoas necessitadas.

                Sou da opinião que o assistencialismo não beneficia ninguém. Não sou contra o governo ajudar as pessoas em dificuldades. O problema é que esses programas estimulam a acomodação, a partir do momento que não se faz nada para que essas pessoas saiam da condição de miserabilidade, através da capacitação para o trabalho e da geração de empregos.

                Espero que nossos vereadores avaliem bem antes de votarem a aprovação do projeto de lei do Bolsa Aluguel e, caso seja aprovado, que seja devidamente fiscalizado para evitar abusos e beneficiamento de apadrinhados.

                Vamos ficar de olho.

             Sugiro à população de Araruama que frequente as sessões da Câmara Municipal para acompanhar os acontecimentos da cidade. A população informada tem menos chance de errar nas eleições. As sessões da Câmara acontecem todas as terças e quintas-feiras às 18 horas.

                Participem da vida política de sua cidade para depois não ficarem reclamando.

quarta-feira, 7 de março de 2012

URGENTE 2 - S.O.S. CASA DE CARIDADE

                A situação da Casa de Caridade é bem pior do que eu imaginava. O socorro que ela precisa é bem maior do que a manifestação dos prejudicados reivindicando seus direitos. É mais que isso.
                Conforme foi dito ontem (06/03/2012) na Câmara Municipal, o problema vem se arrastando já há muito tempo e a Casa de Caridade é possuidora de uma dívida trabalhista que faz com que toda a verba recebida seja bloqueada para pagamento dessa dívida. Com isso a empresa não consegue respirar e honrar seus principais compromissos. Assim uma empresa não se recupera.
                Não estou aqui para defender ninguém, apenas busco expor o que penso a respeito de um assunto que está mexendo comigo, pois já estive na mesma situação em que os funcionários da Casa de Caridade se encontram, quando fui funcionário do Hospital São José na cidade de Mesquita/RJ.  E o que está parecendo é que não está havendo muito empenho para resolver o problema. O vereador Julinho também tomou posição em relação ao assunto, mas somente depois que foi interpelado por um parente de pessoa internada no Hospital. Desculpe Julinho, sei quem nem tudo é possível fazer, mas reputo a questão da Casa de Caridade como se suma importância.
                Tenho noções de administração, pois sou formado em ciências contábeis, embora não exerça a profissão. Por esse motivo entendo a manifestação da vereadora Rosana Gardeazabal, que entendi como um desabafo, quando explica tudo o que já foi feito em obras de melhoria naquela casa. As melhorias são necessárias, pois um local que atende pessoas em busca de saúde precisa ser limpo e organizado, ainda mais quando atende a particulares e planos de saúde. Ninguém que paga uma consulta ou plano de saúde gosta de ser atendido em um local sujo, desarrumado, cheio de infiltrações e vazamentos. E os que não podem pagar planos de saúde também. O investimento feito em melhorias visa a buscar condições de funcionamento adequadas. E, segundo foi colocado pela nobre vereadora, tudo foi feito com sacrifício e com ajuda de pessoas com doação de dinheiro e também da Prefeitura com a doação de material. Pelo que entendi, me desculpem se estiver errado, não foi por causa dessas obras de melhoria que os funcionários ficaram sem pagamento. O motivo é outro e um deles já foi mencionado acima (a dívida trabalhista). Outros motivos que haja, prefiro não comentar por falta de conhecimento.
                O nó da questão é que, apesar das explicações dadas em sessão da Câmara Municipal, o problema da falta de pagamento de salários continua sem solução, sequer foi mencionado um paliativo, uma forma dessas pessoas conseguirem honrar seus compromissos mínimos. Imagino como elas devem estar “se virando” para pagarem suas contas de luz e água e para alimentarem suas famílias. Essa é a questão. E deixar os funcionários sem informações adequadas é o cúmulo da falta de respeito para com aqueles trabalhadores.
                Não entendo como é que em um país onde o Governo Federal ajuda banqueiros a não quebrarem com injeção de capital, nada seja feito para ajudar uma entidade de prestação de serviços da saúde, inclusive de maternidade, onde nasceu a grande maioria dos cidadãos araruamenses. Será que não é possível que as autoridades constituídas consigam ajuda no âmbito federal, em caráter de urgência? Não sei como funcionam essas coisas, mas nós temos um Deputado Estadual representando o município de Araruama na ALERJ. Será que ele não pode intervir de alguma forma? Aliás, gostaria de pedir ao Deputado Miguel Jeovani que não se candidate e prefeito porque perderemos a nossa representatividade na ALERJ. Seria, na minha opinião, mais sensato aliar-se ao futuro prefeito para em parceira com ele trazer benefícios para Araruama. Mas isso é outro assunto. Vamos voltar para o problema da Casa de Caridade.
                Não sou jornalista e falo daquilo que venho procurando saber daqui e dali, pois talvez assim consiga sensibilizar alguém que possa intervir no assunto. Por esse motivo é que sugiro às pessoas diretamente envolvidas que busquem uma divulgação do assunto para que a população não tire conclusões equivocadas sobre o que está ocorrendo. O que está faltando no caso não é só dinheiro para pagar salários. Está faltando informação adequada e explicações. Os trabalhadores da Casa de Caridade não merecem esse desrespeito.
                O jornais que circulam na região não são diários e, às vezes, quando uma notícia é divulgada, o fato já passou e outras coisas já aconteceram. Mas Araruama tem programas de rádio diários e que muita gente ouve. Sugiro aos envolvidos no problema em questão que procurem a emissora da rádio local e exponham a situação tanto para esclarecimento da população quanto em respeito aos funcionários. Não adianta ficar escondendo a situação, pois isso só gera especulações e exploração da informação em interesse próprio.
                O problema da Casa de Caridade vai depender de muito sacrifício, mas que este sacrifício não seja só dos trabalhadores que dependem de salários para seu sustento.
                SOCORRO PARA A CASA DE CARIDADE.

segunda-feira, 5 de março de 2012

URGENTE - S.O.S. CASA DE CARIDADE


                Os funcionários da Casa de Caridade de Araruama estão há 7 (sete) meses sem receber salários. Isso mesmo, 7 (sete) meses.
               É o cúmulo da falta de responsabilidade e do desrespeito ao trabalhador. Essas pessoas não trabalham por hobby, trabalham para sustentar suas famílias de forma honrada e honesta. E o mais grave é que a direção da Entidade não dá a menor satisfação aos seus empregados. Não fazem uma reunião sequer para ao menos esclarecer o que está acontecendo, demonstrando total descaso com seus funcionários. Não informam que providências estão sendo tomadas para resolver a questão.
                O que mais causa contrariedade é saber que os funcionários não reivindicam seus direitos por medo de perderem seus empregos. Mesmo sem receber salários, preferem continuar trabalhando com receio de serem penalizados com demissão, caso venham a questionar seu patrão.
                Amigos, cidadãos de Araruama, os funcionários da Casa de Caridade precisam do nosso apoio e solidariedade. Amanhã (06/03/2012), às 18 horas, terá sessão na Câmara Municipal e os srs. Vereadores já estão cientes  e devidamente informados pela Justiça do Trabalho acerca do que está acontecendo. Conclamo a todos para que venham lotar o auditório da Câmara Municipal em apoio aos trabalhadores da Casa de Caridade. Vamos demonstrar que não estamos dormindo, que a população está prestando atenção e cobrando resultados. A Câmara Municipal tem condições de intervir no assunto.
                Não estou convidando as pessoas para que venham fazer baderna ou bagunça, porque a Câmara Municipal é um local de respeito, embora algumas vezes não seja tratada dessa forma. Apenas a presença em massa já trará desconforto aos ilustres vereadores ao perceberem que estão sendo observados.
                Se você tem algum amigo ou amiga que trabalhe na Casa de Caridade, venha demonstrar solidariedade comparecendo à sessão da Câmara Municipal.  Tragam plaquinhas, se for possível, solicitando providências.
                Funcionários da Casa de Caridade que estejam de folga, não tenham medo. Ninguém pode puni-los apenas por comparecerem à uma sessão na Câmara para saberem que providências estão sendo tomadas. Somente a união de todos pode fazer a diferença.
                Vamos fazer a diferença e transformar Araruama em uma cidade que respeita seus moradores e trabalhadores, sejam eles públicos ou privados. Mas para isso acontecer, é necessária a participação de todos.
                ACORDA ARARUAMA! Está na hora da renovação. Venham conhecer o trabalho de nossos vereadores e mostrar para eles que estamos de olho para sabermos em quem não votarmos nas próximas eleições.
                FORÇA ARARUAMA!
                FORÇA TRABALHADORES.
                VAMOS EXERCER NOSSOS DIREITOS DE CIDADÃO E TRABALHADOR HONESTO.
               
                “O castigo dos bons que não fazem política é serem governados pelos maus” - Platão