A
situação da Casa de Caridade é bem pior do que eu imaginava. O socorro que ela
precisa é bem maior do que a manifestação dos prejudicados reivindicando seus
direitos. É mais que isso.
Conforme
foi dito ontem (06/03/2012) na Câmara Municipal, o problema vem se arrastando
já há muito tempo e a Casa de Caridade é possuidora de uma dívida trabalhista
que faz com que toda a verba recebida seja bloqueada para pagamento dessa
dívida. Com isso a empresa não consegue respirar e honrar seus principais
compromissos. Assim uma empresa não se recupera.
Não
estou aqui para defender ninguém, apenas busco expor o que penso a respeito de
um assunto que está mexendo comigo, pois já estive na mesma situação em que os
funcionários da Casa de Caridade se encontram, quando fui funcionário do Hospital São
José na cidade de Mesquita/RJ. E o que
está parecendo é que não está havendo muito empenho para resolver o problema. O
vereador Julinho também tomou posição em relação ao assunto, mas somente depois
que foi interpelado por um parente de pessoa internada no Hospital. Desculpe
Julinho, sei quem nem tudo é possível fazer, mas reputo a questão da Casa de
Caridade como se suma importância.
Tenho
noções de administração, pois sou formado em ciências contábeis, embora não
exerça a profissão. Por esse motivo entendo a manifestação da vereadora Rosana
Gardeazabal, que entendi como um desabafo, quando explica tudo o que já foi
feito em obras de melhoria naquela casa. As melhorias são necessárias, pois um
local que atende pessoas em busca de saúde precisa ser limpo e organizado,
ainda mais quando atende a particulares e planos de saúde. Ninguém que paga uma
consulta ou plano de saúde gosta de ser atendido em um local sujo, desarrumado,
cheio de infiltrações e vazamentos. E os que não podem pagar planos de saúde
também. O investimento feito em melhorias visa a buscar condições de
funcionamento adequadas. E, segundo foi colocado pela nobre vereadora, tudo foi
feito com sacrifício e com ajuda de pessoas com doação de dinheiro e também da
Prefeitura com a doação de material. Pelo que entendi, me desculpem se estiver
errado, não foi por causa dessas obras de melhoria que os funcionários ficaram
sem pagamento. O motivo é outro e um deles já foi mencionado acima (a dívida
trabalhista). Outros motivos que haja, prefiro não comentar por falta de
conhecimento.
O
nó da questão é que, apesar das explicações dadas em sessão da Câmara
Municipal, o problema da falta de pagamento de salários continua sem solução,
sequer foi mencionado um paliativo, uma forma dessas pessoas conseguirem honrar
seus compromissos mínimos. Imagino como elas devem estar “se virando” para
pagarem suas contas de luz e água e para alimentarem suas famílias. Essa é a
questão. E deixar os funcionários sem informações adequadas é o cúmulo da falta
de respeito para com aqueles trabalhadores.
Não
entendo como é que em um país onde o Governo Federal ajuda banqueiros a não
quebrarem com injeção de capital, nada seja feito para ajudar uma entidade de
prestação de serviços da saúde, inclusive de maternidade, onde nasceu a grande
maioria dos cidadãos araruamenses. Será que não é possível que as autoridades
constituídas consigam ajuda no âmbito federal, em caráter de urgência? Não sei
como funcionam essas coisas, mas nós temos um Deputado Estadual representando o
município de Araruama na ALERJ. Será que ele não pode intervir de alguma forma?
Aliás, gostaria de pedir ao Deputado Miguel Jeovani que não se candidate e
prefeito porque perderemos a nossa representatividade na ALERJ. Seria, na minha
opinião, mais sensato aliar-se ao futuro prefeito para em parceira com ele
trazer benefícios para Araruama. Mas isso é outro assunto. Vamos voltar para o
problema da Casa de Caridade.
Não
sou jornalista e falo daquilo que venho procurando saber daqui e dali, pois
talvez assim consiga sensibilizar alguém que possa intervir no assunto. Por
esse motivo é que sugiro às pessoas diretamente envolvidas que busquem uma
divulgação do assunto para que a população não tire conclusões equivocadas
sobre o que está ocorrendo. O que está faltando no caso não é só dinheiro para
pagar salários. Está faltando informação adequada e explicações. Os
trabalhadores da Casa de Caridade não merecem esse desrespeito.
O
jornais que circulam na região não são diários e, às vezes, quando uma notícia
é divulgada, o fato já passou e outras coisas já aconteceram. Mas Araruama tem
programas de rádio diários e que muita gente ouve. Sugiro aos envolvidos no
problema em questão que procurem a emissora da rádio local e exponham a
situação tanto para esclarecimento da população quanto em respeito aos
funcionários. Não adianta ficar escondendo a situação, pois isso só gera
especulações e exploração da informação em interesse próprio.
O
problema da Casa de Caridade vai depender de muito sacrifício, mas que este
sacrifício não seja só dos trabalhadores que dependem de salários para seu
sustento.
SOCORRO
PARA A CASA DE CARIDADE.
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