quarta-feira, 7 de março de 2012

URGENTE 2 - S.O.S. CASA DE CARIDADE

                A situação da Casa de Caridade é bem pior do que eu imaginava. O socorro que ela precisa é bem maior do que a manifestação dos prejudicados reivindicando seus direitos. É mais que isso.
                Conforme foi dito ontem (06/03/2012) na Câmara Municipal, o problema vem se arrastando já há muito tempo e a Casa de Caridade é possuidora de uma dívida trabalhista que faz com que toda a verba recebida seja bloqueada para pagamento dessa dívida. Com isso a empresa não consegue respirar e honrar seus principais compromissos. Assim uma empresa não se recupera.
                Não estou aqui para defender ninguém, apenas busco expor o que penso a respeito de um assunto que está mexendo comigo, pois já estive na mesma situação em que os funcionários da Casa de Caridade se encontram, quando fui funcionário do Hospital São José na cidade de Mesquita/RJ.  E o que está parecendo é que não está havendo muito empenho para resolver o problema. O vereador Julinho também tomou posição em relação ao assunto, mas somente depois que foi interpelado por um parente de pessoa internada no Hospital. Desculpe Julinho, sei quem nem tudo é possível fazer, mas reputo a questão da Casa de Caridade como se suma importância.
                Tenho noções de administração, pois sou formado em ciências contábeis, embora não exerça a profissão. Por esse motivo entendo a manifestação da vereadora Rosana Gardeazabal, que entendi como um desabafo, quando explica tudo o que já foi feito em obras de melhoria naquela casa. As melhorias são necessárias, pois um local que atende pessoas em busca de saúde precisa ser limpo e organizado, ainda mais quando atende a particulares e planos de saúde. Ninguém que paga uma consulta ou plano de saúde gosta de ser atendido em um local sujo, desarrumado, cheio de infiltrações e vazamentos. E os que não podem pagar planos de saúde também. O investimento feito em melhorias visa a buscar condições de funcionamento adequadas. E, segundo foi colocado pela nobre vereadora, tudo foi feito com sacrifício e com ajuda de pessoas com doação de dinheiro e também da Prefeitura com a doação de material. Pelo que entendi, me desculpem se estiver errado, não foi por causa dessas obras de melhoria que os funcionários ficaram sem pagamento. O motivo é outro e um deles já foi mencionado acima (a dívida trabalhista). Outros motivos que haja, prefiro não comentar por falta de conhecimento.
                O nó da questão é que, apesar das explicações dadas em sessão da Câmara Municipal, o problema da falta de pagamento de salários continua sem solução, sequer foi mencionado um paliativo, uma forma dessas pessoas conseguirem honrar seus compromissos mínimos. Imagino como elas devem estar “se virando” para pagarem suas contas de luz e água e para alimentarem suas famílias. Essa é a questão. E deixar os funcionários sem informações adequadas é o cúmulo da falta de respeito para com aqueles trabalhadores.
                Não entendo como é que em um país onde o Governo Federal ajuda banqueiros a não quebrarem com injeção de capital, nada seja feito para ajudar uma entidade de prestação de serviços da saúde, inclusive de maternidade, onde nasceu a grande maioria dos cidadãos araruamenses. Será que não é possível que as autoridades constituídas consigam ajuda no âmbito federal, em caráter de urgência? Não sei como funcionam essas coisas, mas nós temos um Deputado Estadual representando o município de Araruama na ALERJ. Será que ele não pode intervir de alguma forma? Aliás, gostaria de pedir ao Deputado Miguel Jeovani que não se candidate e prefeito porque perderemos a nossa representatividade na ALERJ. Seria, na minha opinião, mais sensato aliar-se ao futuro prefeito para em parceira com ele trazer benefícios para Araruama. Mas isso é outro assunto. Vamos voltar para o problema da Casa de Caridade.
                Não sou jornalista e falo daquilo que venho procurando saber daqui e dali, pois talvez assim consiga sensibilizar alguém que possa intervir no assunto. Por esse motivo é que sugiro às pessoas diretamente envolvidas que busquem uma divulgação do assunto para que a população não tire conclusões equivocadas sobre o que está ocorrendo. O que está faltando no caso não é só dinheiro para pagar salários. Está faltando informação adequada e explicações. Os trabalhadores da Casa de Caridade não merecem esse desrespeito.
                O jornais que circulam na região não são diários e, às vezes, quando uma notícia é divulgada, o fato já passou e outras coisas já aconteceram. Mas Araruama tem programas de rádio diários e que muita gente ouve. Sugiro aos envolvidos no problema em questão que procurem a emissora da rádio local e exponham a situação tanto para esclarecimento da população quanto em respeito aos funcionários. Não adianta ficar escondendo a situação, pois isso só gera especulações e exploração da informação em interesse próprio.
                O problema da Casa de Caridade vai depender de muito sacrifício, mas que este sacrifício não seja só dos trabalhadores que dependem de salários para seu sustento.
                SOCORRO PARA A CASA DE CARIDADE.

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