terça-feira, 20 de junho de 2017

SINAL AMARELO - COMO AGIR


           O sinal amarelo indica advertência, que o sinal vai fechar (ficar vermelho) em frações de segundos. O correto, diante do sinal amarelo, é parar e não acelerar. Embora a legislação de trânsito não penalize quem avança o sinal amarelo, o bom senso deve sempre prevalecer.

A manutenção da distância de segurança (2 segundos) para o carro da frente e o respeito à velocidade máxima permitida, evitará freadas bruscas e colisão traseira. Além disso, o desrespeito à essa regra fará com que, em alguns casos, se desrespeite outra regra, passível de punição, colocando a vida de pedestres em risco.

Tomemos como exemplo o cruzamento da Av. Nilo Peçanha com a Av. John Kennedy (esquina do Banco do Brasil). Em frente ao Bradesco existe uma faixa de pedestres com sinal luminoso que regulamenta a travessia destes. Quem vem da Rodovia Amaral Peixoto em direção à Praça da Bandeira, se ultrapassar o sinal amarelo, inevitavelmente vai alcançar o outro lado do cruzamento com o sinal vermelho e, consequentemente, aberto para o pedestre. Então, se o motorista não cometeu infração de trânsito ao ultrapassar o sinal amarelo, vai cometer infração se não respeitar a travessia de pedestre na faixa, onde prevalece a prioridade do sinal luminoso. E a infração é grave, com perda e ponto e suspensão da CNH (Carteira Nacional de Habilitação).

“Art. 170. Dirigir ameaçando os pedestres que estejam atravessando a via pública, ou os demais veículos:

Infração – gravíssima; 

Penalidade – multa e suspensão do direito de dirigir; 

Medida administrativa – retenção do veículo e recolhimento do documento de habilitação”. - CTB

A ordem de preferência para faixa de pedestres é a seguinte:
  • Onde não há sinal luminoso: preferência do pedestre
  • Onde há sinal luminoso: preferência para a sinalização. Verde para o pedestre, preferência do pedestre (o pedestre também deve respeitar a sinalização) 
  • Onde há agente de trânsito: O comando do agente de trânsito é o que prevalece sobre o sinal luminoso ou faixa de pedestre.

“Art. 70. Os pedestres que estiverem atravessando a via sobre as faixas delimitadas para esse fim terão prioridade de passagem, exceto nos locais com sinalização semafórica, onde deverão ser respeitadas as disposições deste Código.

Parágrafo único. Nos locais em que houver sinalização semafórica de controle de passagem será dada preferência aos pedestres que não tenham concluído a travessia, mesmo em caso de mudança do semáforo liberando a passagem dos veículos”. - CTB

Onde não houver sinalização para o pedestre, este deverá aguardar que o sinal fique fechado para os carros. E onde não houver nenhuma sinalização, deverá efetuar a travessia com cautela e sempre diminuindo a distância entre um ponto e outro da travessia, ou seja, deverá atravessar em linha reta, perpendicular à via de trânsito, nunca em diagonal, cabendo ao condutor de veículo estar atento para os pedestres que já tenham iniciado a travessia da via que esteja acessando.


Respeitar o pedestre é ato de amor e de cidadania. Se você gosta de ver seus direitos respeitados, deve respeitar os direitos dos outros.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Mais uma vez


                Mais uma vez me equivoquei nas minhas intenções, mas não desisto, vou continuar procurando a maneira correta de fazer o melhor, da melhor maneira que eu puder, ainda que continue errando pelo resto da minha vida, mas vou morrer tentando.

                A minha última experiência me fez ver que não preciso estar filiado a um partido político para me tornar um cidadão. Mas serviu para que eu passasse a me interessar mais por esse tipo de assunto.

                Do pouco que vi, percebi que não é tão fácil assim, como muitas pessoas imaginam. O candidato a vereador, por exemplo, pode estar cheio das maiores boas intenções, mas se for eleito e ocorrer de não ser eleito o prefeito ao qual deu seu apoio, ele passa a ser oposição e se a oposição não for maioria na Câmara, dificilmente esse pobre vereador conseguirá levar adiante os seus projetos. Aí começam as articulações e negociações que a população não consegue entender quando vêem que um determinado político que antes criticava o outro, passou a ser aliado. Alguns agem assim por falta de caráter mesmo, outros porque verificam que se não for dessa forma, jamais conseguirão levar adiante um projeto que beneficie a população.

                Alguns candidatos têm uma ideia fixa de conseguir resolver um problema que aflige uma categoria da qual ele faz parte. Essa é sua prioridade. Mas e depois? E por outro, se ele for oposição ao Executivo e for representante da minoria, como eu disse acima, jamais conseguirá aprovar seu projeto se não fizer algumas articulações e negociações com aqueles que representam a situação, se esta for maioria.

                No caso do transporte público, por exemplo, existem forças muito poderosas que são as empresas de ônibus, que jamais permitirão com facilidade que elas sejam perturbadas em seu monopólio. Caso contrário, o problema do transporte público já teria sido resolvido pelos governos anteriores. E não se vê notícias de que estejam fazendo alguma coisa a respeito. Alguém sabe dizer se a licitação para implantação do transporte alternativo já se realizou e qual foi seu resultado? Pode ser que eu esteja desatualizado a esse respeito, mas não me recordo de ter visto esse tipo de informação em algum lugar. E, enquanto isso, continuamos dependendo do transporte alternativo ilegal e com veículos que na maioria das vezes não oferecem a menor segurança ao usuário. Isso sem contar que muitos motoristas não têm o menor preparo para condução de passageiros, aliado ao fato de que dirigem falando o tempo todo em seus aparelhos Nextel para saberem se o Detro não está em seu caminho, diminuindo, assim, ainda mais, a segurança de quem está sendo transportado.

                Vejo muitas vezes pessoas reclamando que as ruas de Araruama estão abandonadas. Aqui onde moro as ruas são do mesmo jeito desde que me entendo por gente, ou seja, os governos anteriores nunca fizeram nada a esse respeito, então a culpa não é exclusivamente do governo atual, como muitos tentam colocar. Pode até ser considerado culpado também, mas não exclusivamente culpado. Ele não fez, assim como os outros também não fizeram.

                Acredito que em outras localidades o trabalho de infra-estrutura esteja realmente sendo feito. Aqui onde moro sei que não está, pelo menos ainda não. Não posso falar de outras localidades, pois não tenho facilidade de locomoção para estar realizando visitas a esses locais, já que não tenho carro e fazer isso a pé seria um tanto quanto difícil. Mesmo porque todos sabem que depender de transporte público em Araruama não é tarefa das mais agradáveis.

                Posso falar de transporte público deficiente, de ruas sem saneamento e sem pavimentação e de motoristas sem educação, porque sinto na pele. A minha opção na maioria das vezes é ir a pé para o trabalho, ou de bicicleta, quando não está chovendo. Além de ser mais saudável, é garantia de que não vou ficar na mão se o Detro estiver fiscalizando e dependendo dos ônibus, que no horário de maior movimento andam lotados e se você perder um, só terá outro depois de um intervalo de 1 hora. Difícil não é?

                Outro fato que é bastante peculiar é a campanha eleitoral que por culpa da própria população é realizada através promessas de favorecimento ou com patrocínio de eventos carnavalescos ou futebolísticos. Campanhas em que sempre oferecem algum benefício para quem estiver ajudando na campanha e os outros são tratados como inimigos políticos. Francamente, não me peçam voto desta forma porque não o terão, porque não é esse tipo de administrador que eu quero. Eu quero o administrador que visa o bem estar de toda a população e não somente daqueles que o apoiaram durante a eleição.  O que acontece é que o candidato que apresenta uma plataforma diferente não recebe votos. Então a culpa quando o governo não realiza uma administração voltada para o bem estar da população é da própria população que não sabe avaliar o que realmente é importante, o que realmente representa melhoria real para si, para seus familiares e para a cidade onde vivem.

                Acredito que com a educação de nossas crianças, com esclarecimento para que não se tornem eleitores que trocam seus votos por dentaduras ou coisa parecida, no futuro haverá também políticos mais coerentes e éticos. Mas essa educação não será dada na escola porque não interessa. Essa educação deve partir de casa. Se seu filho for educado para ser cidadão, ele levará esse exemplo aos seus colegas, porque não se pode esperar que filhos de eleitores que se satisfazem com bagatelas sejam educados para serem cidadãos e políticos respeitáveis.

                Como já disse antes em uma postagem no facebook, não acredito em melhorias no campo político a curto prazo, porque não dá para mudar os hábitos dos atuais políticos. Eles não deixarão de ser corruptos porque fazemos campanhas ou passeatas contra a corrupção. A corrupção acabará com a educação de nossas crianças para que se tornem adultos melhores. Sou favorável para que se faça uma campanha contra essa educação do “rouba, mas faz”. Vamos parar de votar em candidatos que já demonstraram esse tipo de comportamento que já será um bom começo. No mais, vamos orientar o maior número possível de crianças contra esse cancro nacional. E se errarmos na escolha de um novo candidato, que a nossa memória permita não votarmos nele de novo. Renovação já! Vamos manter que está trabalhando direito e recusar os malfeitores da humanidade, mas para isso é necessário que a população se interesse mais pelo que os políticos estão fazendo. Compareçam às sessões da Câmara Municipal e façam uma avaliação. Adquiram esse hábito se você deseja viver em uma cidade em que os governantes cuidam verdadeiramente dos interesses do povo.

terça-feira, 10 de abril de 2012

O Banco do Brasil e o desrespeito ao usuário em Araruama

                Já havia notado, mas hoje, antes do final da sessão na Câmara Municipal, o vereador José Domingues Eurico (vereador Zezinho) levantou a questão do desrespeito com que o Banco do Brasil trata seus clientes e usuários de modo geral, solicitando à Presidente da Câmara, vereadora Marizete Ramos de Andrade, que enviasse ofício ao Banco do Brasil para que solucionasse a questão.

                O Banco do Brasil em Araruama, buscando burlar a Lei que determina o tempo máximo de espera dentro da agência, encontrou um meio bastante “esperto” de resolver o problema, mas pouco humano. Ele mantém os clientes do lado de fora da agência e só permite a entrada à medida que os outros clientes, que já foram atendidos, vão saindo. Dessa forma, eles cumprem a lei porque realmente o cliente fica pouco tempo dentro da agência, mas fica horas do lado de fora da agência, embaixo de chuva ou de sol. É desumano isso. E pior, todos têm que aguardar do lado de fora o momento de entrar na agência, inclusive os idosos, mostrando um total desrespeito à população.

                E o problema piora nas datas de pagamento do funcionalismo municipal, pois muitos deles deixam de abrir suas contas devido às tarifas bancárias que o Banco do Brasil cobra, segundo alegam. Isso eu não entendo, pois a conta salário não deveria ser isenta de tarifação? Será que não seria o caso da Prefeitura e a Câmara Municipal reivindicarem à diretoria do Banco do Brasil, em defesa de seus funcionários, para que as contas do funcionalismo fossem isentas dessas tarifas? Isso poderia ser feito ao menos em relação àqueles que têm o salário mais baixo, não acham? Não é permitida a portabilidade? Dessa forma o servidor municipal escolheria o banco de sua preferência, como é feito hoje com o funcionalismo estadual.

                O Banco do Brasil é empresa pública e deveria dar exemplo no cumprimento das leis e não criar subterfúgios para burlá-la.

                Parabenizo à Câmara Municipal de Araruama pela iniciativa no sentido de reivindicar em prol da população de Araruama, já que todos os vereadores pareceram concordar com o pedido do vereador Zezinho.

                Em 10/04/2012

sexta-feira, 16 de março de 2012

EDUCAÇÃO NO TRÂNSITO (OU FALTA DELA)


 A falta de educação no trânsito não é praticada somente pelos motoristas, mas também pelos motociclistas, ou melhor, motoqueiros, ciclistas e pedestres.

                Diariamente, o que se vê pelas ruas são comportamentos e situações que não abrangem somente o tráfego de veículos nas ruas, mas também aos veículos que estão parados. Em Araruama para-se carro e moto em qualquer lugar. Bastou querer parar e pronto. Parei e aqui vou ficar. E o pedestre, como fica?  Andando no meio da rua, disputando vez com os carros que estão em movimento.

                Essa situação não ocorre na área do Centro da cidade porque os guardas municipais impedem, mas, afastou um pouquinho do miolo onde tem guarda municipal e pronto, começam os abusos. Infelizmente no Brasil a educação para regras comuns tem que ser imposta por meio de multas e, mesmo assim com muita dificuldade, porque tem sempre um “esperto” tentando burlar as regras.

                É uma questão de comportamento e convivência que deveria ser ensinada em casa e complementada na escola. Mas, o que esperar quando em frente à escola tem carros parados sobre a calçada? Os carros que ficam parados nas redondezas de uma escola levam a crer que pertencem aos funcionários dessa escola, e pior, provavelmente aos professores. Que ensinamento está sendo dado aos alunos dessa escola em termos de comportamento e convivência? Falo em convivência porque quando uma pessoa ocupa a calçada de qualquer forma, impede o trânsito dos pedestres que são obrigados a andar na rua. Essa pessoa não se preocupa com o seu próximo, demonstrando extremo egoísmo. Aliás, muito estranho esse comportamento em uma época em que se fala tanto de amor a Jesus. A atitude egoísta é incoerente com os postulados cristãos. Mas o assunto aqui não é religião.

                Aliado ao problema dos veículos estacionados nas calçadas está a ocupação delas pelo comércio e oficinas. Calçada virou salão de bar e oficina de todo o tipo. É borracheiro, bazar botequim, trailer, etc. Quando tem algum jogo de futebol, então, fica impossível andar na calçada em locais próximos a bares. Fiscalização não há. Acho que as autoridades acreditam que a população de Araruama é educada. Aliás, se o povo fosse educado não precisaria mesmo fiscalização porque não seriam cometidas infrações.

                Da parte dos pedestres também, já estão tão acostumados a não ter calçada para andar que andam na rua mesmo onde elas existem. Sim, porque não é em todo lugar que existe calçada utilizável. Não existe uma padronização. Muitas vezes, o morador, acostumado com as enchentes, acaba construindo calçadas tão altas que fica difícil a qualquer transeunte utilizar. Bom, pelo menos ninguém estaciona nelas. Se é difícil para qualquer pessoa utilizar essas calçadas, imaginem para o idoso ou o portador de deficiência física. E o que falar das pessoas que ocupam as vagas destinadas a deficientes, sem ser portador de deficiência alguma? Quer dizer, é portador de deficiência sim. É portador de DEFICIÊNCIA MENTAL.

                A falta de respeito é geral, até dos ciclistas. Os ciclistas, por falta de informação, acreditam que o jeito certo de conduzir suas bicicletas é pela contramão. Errado por dois motivos: Pela lei de trânsito e pela lógica. Segundo a lei a bicicleta deve ser conduzida no mesmo sentido do trânsito de automóveis, próximo à guia (meio-fio). Isso nem os motoristas sabem apesar de terem frequentado auto-escola. Segundo a lógica, se todos andarem no mesmo sentido o tráfego de bicicletas será mais organizado e seguro. Seguro porque de acordo com as leis da física, dois corpos em sentido contrário, ao se chocarem, as velocidades se somam. Se você estiver conduzindo sua bicicletinha a 10 Km/h e se chocar de frente com um automóvel a 40 Km/h você será jogado no parabrisas do automóvel a 50 Km/h e se morrer será considerado suicídio e o motorista inocentado. Ao passo que se você estiver andando no mesmo sentido que o carro e ele colher você por trás, a roda da sua bicicleta irá empenar, travar e você será jogado ao chão e não contra o parabrisas do carro. As chances de você morrer serão reduzidas a quase 100%. Você irá se machucar com certeza, em qualquer caso.

                Outra situação interessante é o horário de entrada e saída nas escolas. É um “fuco-fuco”, uma confusão, fila dupla, desespero, correria, um Deus nos acuda, coisa de louco. Os pais que chegam mais tarde não se conformam em parar seus carros um pouco mais distantes e levar seu filhinho a pé no pequeno trecho que resta. Tem que deixar o filho em frente ao portão de entrada. E para isso fazem qualquer coisa. Se pudessem entrariam com o carro na escola e deixariam o aluno dentro da sala de aula. E cuidado. Se você mora perto da escola em que seu filho estuda e for a pé, considerando que as calçadas em geral são intransitáveis, você e seu filho correm sério risco de serem atropelados pelo pai ou mãe do coleguinha do seu filho, porque nessa hora eles ficam totalmente cegos.

                O brasileiro continua se valendo da Lei de Gerson que, para quem não sabe o que é, significa gostar de levar vantagem em tudo. Se a farinha é pouca, meu pirão primeiro. A atitude de ocupar calçadas indevidamente e conduzir seu veículo, seja ele de tração humana ou motorizado, de forma irresponsável, demonstra falta de preocupação com o seu semelhante.

                Fazemos tanta campanha cobrando conduta das pessoas, principalmente em relação aos políticos, que em geral são considerados corruptos, tanta campanha pregando amor, falando de Jesus, mas os comportamentos acima descritos não nos diferenciam dos políticos, diante da falta de preocupação com o próximo, bem como é incompatível com a pregação religiosa do amor ao próximo que é um dos mandamentos dos postulados cristãos.

                Vamos fazer uma campanha de melhoria comportamental, de forma geral, iniciando por nós mesmos. Uma campanha de respeito ao ser humano a partir do cumprimento de pequenas regras simples que muitas vezes descumprimos, sem perceber, porque estamos muito preocupados com o que nos interessa. Desta forma, teremos condições de fazer com que cheguem ao poder público pessoas melhores, mais coerentes e preocupadas com o bem estar do cidadão, porque se não conseguimos cumprir pequenas regras, como podemos exigir que se cumpram as grandes regras?

terça-feira, 13 de março de 2012

Bolsa Aluguel em Araruama


                 A Prefeitura de Araruama deu entrada na Câmara Municipal no Projeto-Lei nº 7/2012 que institui o Bolsa Aluguel.

                Não tenho conhecimento do conteúdo do Projeto de Lei, mas espero que não seja mais um projeto assistencialista ou eleitoreiro. Imagino que seja para atendimento de pessoas que tenham sofrido com a perda de moradia ocasionada por alguma catástrofe, assim como uma enchente, por exemplo.

                De qualquer forma, esse tipo de auxílio, em minha opinião, deve ser provisório, enquanto perdurar a situação de falta de moradia relacionada a algum tipo de desastre. Caso contrário tornar-se-á mais um motivo para acomodação dos possíveis beneficiários. Isso sem contar os casos em que pessoas sem caráter sejam beneficiadas, tal qual já ocorre com o Bolsa Família e é de conhecimento de todos.

                Pegando carona nos dizeres do vereador Oswaldo Norberto G. Filho que deu entrada em Requerimento solicitando informações acerca do projeto e solicita relação das áreas de risco, eu pergunto: Quais foram ou serão os critérios utilizados para determinar quais são essas áreas? E vou além: Se existe uma área de risco, não seria melhor tomar providências para que esta deixasse de ser, antes que acontecesse algo trágico? Ainda pegando carona nas palavras do vereador: O governo municipal está adivinhando catástrofes?

                Acho importante, sim, que essas coisas sejam bem esclarecidas antes da aprovação do projeto de lei. Acho importante, também, que a população seja ajudada em casos em que porventura venham a ficar sem ter onde morar. O que não pode acontecer é alimentar a acomodação das pessoas necessitadas.

                Sou da opinião que o assistencialismo não beneficia ninguém. Não sou contra o governo ajudar as pessoas em dificuldades. O problema é que esses programas estimulam a acomodação, a partir do momento que não se faz nada para que essas pessoas saiam da condição de miserabilidade, através da capacitação para o trabalho e da geração de empregos.

                Espero que nossos vereadores avaliem bem antes de votarem a aprovação do projeto de lei do Bolsa Aluguel e, caso seja aprovado, que seja devidamente fiscalizado para evitar abusos e beneficiamento de apadrinhados.

                Vamos ficar de olho.

             Sugiro à população de Araruama que frequente as sessões da Câmara Municipal para acompanhar os acontecimentos da cidade. A população informada tem menos chance de errar nas eleições. As sessões da Câmara acontecem todas as terças e quintas-feiras às 18 horas.

                Participem da vida política de sua cidade para depois não ficarem reclamando.

quarta-feira, 7 de março de 2012

URGENTE 2 - S.O.S. CASA DE CARIDADE

                A situação da Casa de Caridade é bem pior do que eu imaginava. O socorro que ela precisa é bem maior do que a manifestação dos prejudicados reivindicando seus direitos. É mais que isso.
                Conforme foi dito ontem (06/03/2012) na Câmara Municipal, o problema vem se arrastando já há muito tempo e a Casa de Caridade é possuidora de uma dívida trabalhista que faz com que toda a verba recebida seja bloqueada para pagamento dessa dívida. Com isso a empresa não consegue respirar e honrar seus principais compromissos. Assim uma empresa não se recupera.
                Não estou aqui para defender ninguém, apenas busco expor o que penso a respeito de um assunto que está mexendo comigo, pois já estive na mesma situação em que os funcionários da Casa de Caridade se encontram, quando fui funcionário do Hospital São José na cidade de Mesquita/RJ.  E o que está parecendo é que não está havendo muito empenho para resolver o problema. O vereador Julinho também tomou posição em relação ao assunto, mas somente depois que foi interpelado por um parente de pessoa internada no Hospital. Desculpe Julinho, sei quem nem tudo é possível fazer, mas reputo a questão da Casa de Caridade como se suma importância.
                Tenho noções de administração, pois sou formado em ciências contábeis, embora não exerça a profissão. Por esse motivo entendo a manifestação da vereadora Rosana Gardeazabal, que entendi como um desabafo, quando explica tudo o que já foi feito em obras de melhoria naquela casa. As melhorias são necessárias, pois um local que atende pessoas em busca de saúde precisa ser limpo e organizado, ainda mais quando atende a particulares e planos de saúde. Ninguém que paga uma consulta ou plano de saúde gosta de ser atendido em um local sujo, desarrumado, cheio de infiltrações e vazamentos. E os que não podem pagar planos de saúde também. O investimento feito em melhorias visa a buscar condições de funcionamento adequadas. E, segundo foi colocado pela nobre vereadora, tudo foi feito com sacrifício e com ajuda de pessoas com doação de dinheiro e também da Prefeitura com a doação de material. Pelo que entendi, me desculpem se estiver errado, não foi por causa dessas obras de melhoria que os funcionários ficaram sem pagamento. O motivo é outro e um deles já foi mencionado acima (a dívida trabalhista). Outros motivos que haja, prefiro não comentar por falta de conhecimento.
                O nó da questão é que, apesar das explicações dadas em sessão da Câmara Municipal, o problema da falta de pagamento de salários continua sem solução, sequer foi mencionado um paliativo, uma forma dessas pessoas conseguirem honrar seus compromissos mínimos. Imagino como elas devem estar “se virando” para pagarem suas contas de luz e água e para alimentarem suas famílias. Essa é a questão. E deixar os funcionários sem informações adequadas é o cúmulo da falta de respeito para com aqueles trabalhadores.
                Não entendo como é que em um país onde o Governo Federal ajuda banqueiros a não quebrarem com injeção de capital, nada seja feito para ajudar uma entidade de prestação de serviços da saúde, inclusive de maternidade, onde nasceu a grande maioria dos cidadãos araruamenses. Será que não é possível que as autoridades constituídas consigam ajuda no âmbito federal, em caráter de urgência? Não sei como funcionam essas coisas, mas nós temos um Deputado Estadual representando o município de Araruama na ALERJ. Será que ele não pode intervir de alguma forma? Aliás, gostaria de pedir ao Deputado Miguel Jeovani que não se candidate e prefeito porque perderemos a nossa representatividade na ALERJ. Seria, na minha opinião, mais sensato aliar-se ao futuro prefeito para em parceira com ele trazer benefícios para Araruama. Mas isso é outro assunto. Vamos voltar para o problema da Casa de Caridade.
                Não sou jornalista e falo daquilo que venho procurando saber daqui e dali, pois talvez assim consiga sensibilizar alguém que possa intervir no assunto. Por esse motivo é que sugiro às pessoas diretamente envolvidas que busquem uma divulgação do assunto para que a população não tire conclusões equivocadas sobre o que está ocorrendo. O que está faltando no caso não é só dinheiro para pagar salários. Está faltando informação adequada e explicações. Os trabalhadores da Casa de Caridade não merecem esse desrespeito.
                O jornais que circulam na região não são diários e, às vezes, quando uma notícia é divulgada, o fato já passou e outras coisas já aconteceram. Mas Araruama tem programas de rádio diários e que muita gente ouve. Sugiro aos envolvidos no problema em questão que procurem a emissora da rádio local e exponham a situação tanto para esclarecimento da população quanto em respeito aos funcionários. Não adianta ficar escondendo a situação, pois isso só gera especulações e exploração da informação em interesse próprio.
                O problema da Casa de Caridade vai depender de muito sacrifício, mas que este sacrifício não seja só dos trabalhadores que dependem de salários para seu sustento.
                SOCORRO PARA A CASA DE CARIDADE.

segunda-feira, 5 de março de 2012

URGENTE - S.O.S. CASA DE CARIDADE


                Os funcionários da Casa de Caridade de Araruama estão há 7 (sete) meses sem receber salários. Isso mesmo, 7 (sete) meses.
               É o cúmulo da falta de responsabilidade e do desrespeito ao trabalhador. Essas pessoas não trabalham por hobby, trabalham para sustentar suas famílias de forma honrada e honesta. E o mais grave é que a direção da Entidade não dá a menor satisfação aos seus empregados. Não fazem uma reunião sequer para ao menos esclarecer o que está acontecendo, demonstrando total descaso com seus funcionários. Não informam que providências estão sendo tomadas para resolver a questão.
                O que mais causa contrariedade é saber que os funcionários não reivindicam seus direitos por medo de perderem seus empregos. Mesmo sem receber salários, preferem continuar trabalhando com receio de serem penalizados com demissão, caso venham a questionar seu patrão.
                Amigos, cidadãos de Araruama, os funcionários da Casa de Caridade precisam do nosso apoio e solidariedade. Amanhã (06/03/2012), às 18 horas, terá sessão na Câmara Municipal e os srs. Vereadores já estão cientes  e devidamente informados pela Justiça do Trabalho acerca do que está acontecendo. Conclamo a todos para que venham lotar o auditório da Câmara Municipal em apoio aos trabalhadores da Casa de Caridade. Vamos demonstrar que não estamos dormindo, que a população está prestando atenção e cobrando resultados. A Câmara Municipal tem condições de intervir no assunto.
                Não estou convidando as pessoas para que venham fazer baderna ou bagunça, porque a Câmara Municipal é um local de respeito, embora algumas vezes não seja tratada dessa forma. Apenas a presença em massa já trará desconforto aos ilustres vereadores ao perceberem que estão sendo observados.
                Se você tem algum amigo ou amiga que trabalhe na Casa de Caridade, venha demonstrar solidariedade comparecendo à sessão da Câmara Municipal.  Tragam plaquinhas, se for possível, solicitando providências.
                Funcionários da Casa de Caridade que estejam de folga, não tenham medo. Ninguém pode puni-los apenas por comparecerem à uma sessão na Câmara para saberem que providências estão sendo tomadas. Somente a união de todos pode fazer a diferença.
                Vamos fazer a diferença e transformar Araruama em uma cidade que respeita seus moradores e trabalhadores, sejam eles públicos ou privados. Mas para isso acontecer, é necessária a participação de todos.
                ACORDA ARARUAMA! Está na hora da renovação. Venham conhecer o trabalho de nossos vereadores e mostrar para eles que estamos de olho para sabermos em quem não votarmos nas próximas eleições.
                FORÇA ARARUAMA!
                FORÇA TRABALHADORES.
                VAMOS EXERCER NOSSOS DIREITOS DE CIDADÃO E TRABALHADOR HONESTO.
               
                “O castigo dos bons que não fazem política é serem governados pelos maus” - Platão